05 fevereiro 2014

o retrato do artista quando jovem

De uma caixa de comentários no facebook:





M. -
Eu estudei em Coimbra e a praxe foi a melhor coisa que me aconteceu la.. Todas as recordaçoes que tenho de la sao da praxe e coisas que a praxe me proporcionou. Este video como diz o texto que nao te deste ao trabalho de ler e so uma parte de uma coisa maior chamada aula fantasma e é o primeiro dia de praxe e claro que vao dizer algo para la ficarem mas depois e explicado que era brincadeira (nao que eu concorde pq por mim era verdade mas isso e aparte que nao quero uma guerra xD) e eles passam a ter acesso a brincadeiras que vao faze-los sorrir durante anos pq vao ser a recordacoes de faculdade. Alem disso nao o codigo de coimbra nao permite Violencia e nao vejo nada neste video (ou na minha estadia de 1 ano em coimbra) que mostre humilhacao


Helena Araújo -
Algumas perguntas aos defensores da praxe:
Obrigar um grupo de pessoas a pôr os olhos no chão em sinal de respeito e obediência não é humilhar essas pessoas?
A praxe precisa mesmo desses jogos de obediência e submissão?
Se brincassem com os caloiros sem esses tiques de autoritarismo, a praxe ficava melhor ou pior?


M. -
Eu resposta a Helena Araujo nao nao e humilhar assim cm quando ralha com um filho pequeno ele olha para o chao certo? e nao o esta a humilhar certamente. Os olhos no caho significam respeito e obediencia pelos mais experientes e so isso, e lembre-se que quem esta a mandar um dia ja teve os olhos no chao e eu falo por mim tive com orgulho pq nem me passava pela cabeca olhar para os meus doutores nos olhos qd eles ralhavam assim cm n passa na cabeca de um filho levantar nariz quando pais estao chateados...
E sim a praxe precisa de respeito e obediencia para funcionar, so brincadeira nao funciona pq eles comecam a abusar e nao ganham o sentido de uniao que a praxa quer implantar, a ideia e eles serem unidos entre eles cm irmaos e para haver brincadeira tem de haver respeito.
Por isso respondendo a ultima pergunta na minha opiniao ficava pior pq aposto que haveriam muitas faltas de respeito e nao haveria uniao nenhuma.
Mais uma vez repito so e praxado quem quer e eu fui 2 anos e se pudesse era praxada todos os anos de faculdade
(...) So e praxado quem quer e nao tem represalias por isso se nao querem fiquem no vosso canto e deixem de incomodar quem gosta. Para mim faculdade sem praxe nao tem nem 1 por cento do significado e acredito que nunca na vida la teria aguentado se nao fosse o apoio de todas as pessoas que a praxe me proporcionou por isso parem de falar do que nao sabem. Para quem estuda fora de casa a praxe nao e so boa ou util é ESSENCIAL COMO RESPIRAR pq e q praxe que te vai proporcionar apontamentos, visitas a cidade, amizades, companhia ao hospital qd precisas, pessoas pa tratar de ti, quem te oriente quando ja estas farto e so queres desistir ou seja a praxe passa a ser a tua familia e isso desculpem nao ha mil reportagens ou opinioes que tire do meu coracao.


P. -
Nunca vi ninguém reagir de forma tão violenta como tu o estás a fazer, a um simples comentário. Defendes a praxe, da mesma maneira que defenderias todos os grupos a que irás pertencer. Falta uma mente mais analítica e menos elitista a quem entra e em que fica. Quanto ao facto de "ninguém ser obrigado", concordo com a frase, mas não concordo com a acção que vem por trás dela. Antes de entrar na universidade, fui mentalizado e preparado para tentativas exaustivas de me tentarem impingir a praxe. Estava preparado para dizer que não e resistir às pressões. Infelizmente precisei de levantar a voz para me deixarem de vez em paz. Mas eu estava preparado, 99% dos alunos que entraram comigo nesse ano, não o estavam. Fiz amigos à mesma, conheci a escola à mesma, os professores, os funcionários, conheci as redondezas e a cidade. Ajudei novos alunos, pedi ajuda, e nunca humilhei ninguém. Pura e simplesmente, fui humilde.
Quando um dia fui com o meu irmão ao Macdonalds, começámos a falar com uma rapariga à nossa frente, vestida normal, e perguntou-nos qualquer coisa sobre a praxe e eu disse-lhe que era anti-praxe, demonstrando que estava preparado para contra-argumentar, e ela pura e simplesmente nos virou as costas e começou a falar com um rapaz trajado ao lado dela. Se isso não é ser "posto de lado" por quem pratica a praxe, não sei o que é.
Eu não sou contra as praxes, muito pelo contrário, sou a favor. O que eu defendo é que devem ter valores educativos e cívicos, que deve formar pessoas, fazê-las crescer não só em identidade como também em personalidade, que é coisa que falta aos 99% dos novos alunos.
Devem fazê-lo através da palavra, de convívios. Até porque sinceramente, dos 2 anos que lá andei a estudar, nunca vi os doutores receberem os novos alunos, quer fossem a favor ou contra as praxes, com uma bancada de petiscos e humildade. Muito autoritarismo, isso sim.
Sou a favor, porque da mesma maneira que eu não gosto de futebol ou de um partido politico, não me posso tornar "violento" ou áspero, defender e sentir-me ofendido por as pessoas gostarem de algo que eu não aceito ou não tolero.
-- Queres apanhar no cu?
-- Não.
-- Estás a dizer não sem experimentares?


Helena Araújo -
M., em suma: gosta do autoritarismo. Quer na óptica do utilizador, quer na do produtor.


M. -
P., eu nao queria ser agressiva nem nada que se pareca e apenas a minha maneira de me expressar por escrito e peco desculpa se pareci rude. Eu nao te posso provar porque eu nao estava la estou apenas a falar da minha experiencia em coimbra e no texto publicado em cima de um aluno de la neste momento. Eu sou bastante radical em relacao a praxe e vem do espirito que adquiri em coimbra e isso varia de faculdade para faculdade porque eu de momento estudo em vila real e nao sao tao extremistas como eu. Mas se nao es contra praxe pq ja ias preparado para a recusar? Eu acredito que tenhas conseguido fazer tudo isso e ainda bem, eu so disse que na minha experiencia foi a praxe que me proporcionou muita coisa. Quanto a atitude dessa rapariga tens de ver que isso tambem depende de pessoa para pessoa, ha pessoas que ouvem metal e se dao com quem ouve pop e ha aquelas que so se dao com quem ouve o mesmo ne? Eu conheco os 2 lados, tanto quem se recuse a falar pa anti praxes cm quem os trate exactamnt igual aos q sao praxados por isso isso depende das pessoas. O que essa miuda fez foi ma educacao e pronto pq uma coisa e n terem "trabalho" cnt pq s n es praxado nao vais ter regalias outra coisa e nao falar. Quanto ao educar como pessoa eu tb concordo e é isso que eu tento fazer com os meus caloiros. Quanto aos petiscos opa eu se um dia visse isso na praxe acho que nunca mais praxava na vida pq a ideia n e por a vontade no primeiro dia, isso vem com o tempo, primeiro e o respeito.
(...)Agora ninguem proibe ninguem de fazer nada so pq nao e praxado, pelo menos hoje em dia isso ja nao e praticado embora eu ja tenha expressado a minha opiniao acerca disso. Isso e como tudo cada um vai ter sempre a sua opiniao do assunto e a praxe nunca vai agradar a todos assim como nada agrada a todos. A praxe hoje em dia ja e bastante mais branda e bastante mais liberal com os anti praxe e mesmo assim as pessoas nao estao satisfeitas. Nao se consegue agradar a gregos e troianos infelizmente. Quanto ao pros e contras eu nao vi o de coimbra a falar mas nao acho que a do Algarve se tenha enterrado bem pelo contrario concordei com algumas coisas mas so poderei comentar qd vir o programa td com atencao.
Helena Araujo, Sim gosto e sou muito mais radical do que a praxe praticada hoje em dia mas la esta eu tenho de me reger pelo codigo e é isso que faco, foi como ja disse nunca se vai conseguir alguma praxe em td o pais q agrade a toda a gente. Eu acho necessario o autoritarismo mas infelizmnte ate em casa deixou de se praticar e dai que o miudos chegam a universidade mal educados e se nem praxe houver vao ser optimos funcionarios.


D. -
Há mais de quarenta anos houve estudantes que travaram lutas académicas contra o autoritarismo nas universidades. Hoje os representantes académicos batem-se pela defesa do autoritarismo.


P. - M., eu ia preparado para dizer que "Não", porque já conhecia grande parte daquilo que se fazia. Nunca me identifiquei com esse tipo de brincadeiras. Sempre fui humilhado, gozado e rebaixado, desde a primária, e é por eu saber que a integração de uma pessoa num ambiente novo não se dá pela força, que sou contra aquilo que se faz, e sou a favor daquilo que realmente se deveria estar a fazer. Nos escuteiros ganhas medalhas por boas acções e não és obrigada a rastejar ou a olhar para o chão.
O pior disto tudo nem são as praxes! É a necessidade de educar os novos alunos, muitos com o rei na barriga ou o nariz empinado. E se por um lado reconheço que para muitos a praxe seja uma terapia ou um re-encaminhamento social para se inserirem de maneira "correcta" na sociedade, também reconheço que as praxes seriam mais leves e mais dinâmicas, verbal e fisicamente, se os putos e as pitas não fossem tão mal educados.
Nessa perspectiva concordo contigo.


M. -
:s La esta se nao te identificavas fizeste bem nao o fazer, eu por acaso fui mesmo numa de ser praxada pq gosto dessas coisas mas nao julgo ninguem por opcoes diferentes, eu so defendo o meu ponto de vista e o facto de querer acabar com o q eu mais amo na minha faculdade. Tambem andei nos escuteiros mas por incrivel que pareca la nao fui muito integrada, ou seja, contrario d ti parece q funciono melhor em serem maus pa mim do q m darem medalhas
La esta a praxe tambem serve pa educar pq infelizmnt os miudos agora vem bastante mal educados e antes de terem um trabalho vao ter d aprender a calar e "engolir sapos" e é preferivel ser na faculdade do sendo demitido varias vezes. Eu nos primeiros dias de praxe sou mais severa para perceber os que respeitam e os q nao e se respeitarem tem a melhor amiga de sempre e eu digo-lhs desde o inicio isso


N. -
(...) tirei agora 2 minutinhos para ler o comentário que o Luis publicou [afirmando que o caloiro do filme da praxe no FCDEF é um aluno mais velho a participar numa encenação] - se aquilo se referia ao vídeo que eu coloquei, não sejamos ridículos: aquilo não é uma aula fantasma nem uma brincadeira - é pressão psicológica e coacção, e a coacção é crime! As aulas fantasmas podem ser muito engraçadas, mas não é o que ali se vê!

 F., não vou responder a todo o teu comentário, porque já estou saturado da mesma (falta de) argumentação. Por muitos aspectos positivos que possa ter (e tenho MUITA dificuldade em ver muitos dos que apontam) a praxe facilita a violência, banaliza a humilhação e a malcriadez e está desenhada de uma forma que se percebe logo que não tem como correr sempre bem! Quanto a dizeres que isto não é a realidade de Coimbra, estás simplesmente a ser absurdo! Este vídeo é a prova de que isto é a realidade de Coimbra - pode não ser a realidade a que tu assististe, mas é a realidade a que muitos estudantes assistiram!

 M., olhar para o chão não é símbolo de respeito. Quando ralhas com um filho e ele olha para o chão, ele fá-lo por vergonha/arrependimento, porque reconhece que errou. Nenhum pai gosta de dar represálias aos filhos, e certamente que não o fará sem razões e porque lhe apetece - é RIDÍCULO comparares uma coisa à outra!
Muito mais podia dizer sobre uma enormidade de disparates que foram por aqui ditos, mas estou sinceramente farto de dizer sempre a mesma coisa e nunca me responderem com argumentos em resposta a isso. Os argumentos a favor da praxe baseiam-se na "integração" (que não é a integração que se deseja numa instituição de ensino superior, pois é a integração pelo nivelamento por baixo, e não a integração pela diferença, que deveria ser cultivada!), na "experiência de vida" (que é o argumento mais absurdo que já vi, e devia, isso sim, ser um argumento contra a praxe - a praxe prepara os estudantes para uma vida de cobardia e conformismo!), na "tradição" (que é um argumento ridículo, porque não existe tradição nenhuma de praxe, nem sequer em Coimbra, que é uma coisa que data de há uns anos atrás, e que sempre foi apagada nas alturas em que os estudantes tiveram importantes intervenções políticas) e na "eu fui e foi muito bom, por isso é sempre muito bom, e é muito bom para toda a gente, e quem diz o contrário é porque não conhece o que se passa lá dentro" (este argumento é uma generalização MUITO maior do que a que faz quem diz mal de todas as praxes. Por muito que haja praxes sem riscos e até engraçadas, o próprio conceito baseia-se no autoritarismo, no desrespeito, no calão e num comportamento animalesco que em nada dignifica os estudantes.
Ontem, no debate, ficou claro que ninguém defendia as praxes que foram apresentadas no documentário - não sei se por não as querer ou simplesmente por saber que são indefensáveis. Eu já vi praxes de praticamente todos os cursos da UM e de muitos cursos de outras universidades que eram desse estilo. Tirando as praxes solidárias (que toda a gente sabe que, essas sim, são a excepção), nunca vi uma praxe que não fosse desse estilo! O problema existe e está identificado. Peço que daqui para a frente se mantenha nesta conversa apenas quem quiser discutir as possibilidades de solução. Quem quer continuar o discurso demagógico de que as praxes fazem muito bem e que não há nada de errado com elas, tem muito por onde o fazer nestas redes sociais - aqui vamos tentar manter o debate sério!
(...)
 I., tu não podes garantir senão que contigo nunca foram agressivos. As imagens acima, passadas na praxe de Coimbra, comprovam que a praxe lá também é agressiva (como é em TODO o país) - não será toda a praxe, mas é o suficiente para ser motivo de preocupação!
Vê se percebes a falácia argumentativa que estás a cometer: O teu argumento é "eu não fui coagida, logo ninguém é coagido". Não podes extrair conclusões sobre o todo, tendo como premissa a parte. Há praxe violenta em Coimbra e há praxe violenta na Universidade de Coimbra. Não será toda a praxe assim, mau seria, mas que a há, é um facto!


M. -
diz-me o q é agressivo no video pf... aquilo n é nd mesmo... Qt a minha comparacao eu mantenho pq eu sempre disse q os meus caloiros eram os meus filhos e eu sei q nenhum pai gosta de ralhar assim cm eu n gostava d lhs ralhar mas qd tinha d ser era e ponto! E sim o olhar po chao e sinal q sabem q erraram e respeitam quem esta a reclamar pq senao levantavam nariz e respondiam.... Nos somos os pais deles e familia principalmnt pa quem mora fora mas ya eu retiro-me que isto nao leva a nada


P. -
M., não posso concordar contigo nesse ponto. Os mais velhos não são pais de ninguém e muito menos família, poderão ser amigos, mas a educação também tem de vir de casa. Acho que se as praxes deixassem de existir, ao fim de 5 anos, iria-mos testemunhar um aparvalhamento ainda mais acentuado da população jovem, só que aí, nesse caso, os responsáveis seriam e continuam a ser, os pais deste "nosso" portugal.
Ainda que a praxe, como referi a cima, seja por um lado umas boas chapadas em putos de nariz empinado, continuo a defender de que se deve incutir o civismo.


L. -
P., quem tem o nariz empinado não o vai perder por ir a praxe, eles simplesmente não vão a praxe e prontos, continuam com a sua maneira de ser convencida

M. -
qt aos miudos de nariz empinado nao mudarem e mentira pq acredita q eu ja baixei nariz a alguns em praxe P., la esta eu expressei a minha opiniao e cm eu ajo em relacao aos meus e sim acho q s deixar de existir praxe vai haver grande declinio de educacao pq os putos ja sao mal educados imagina sem praxe...
Aquilo [no vídeo] nao tem nd de mal... n tem assim tanta pressao e insulto no primeiro dia de praxe e mais q normal

P. - Pois, mas talvez seja necessário "acabar" com a praxe durante uns anos, para os papás se apercebam de que a educação que não dão aos filhos é o grande problema desta geração, da minha e a do futuro.

M. - Opa sim os papas perceberem isso era optimo mas n m parece q aconteca... vamos e ter juventude cada vez pior...e eu n cnsigo desejar q acabe praxe...acho q fico sem motivos d ir a faculdade
(...) Nao devia ter eu ja frisei isso o primeiro dia e assustar e impor respeito... fogo s um patrao um dia vos reclama voces pedem demissao?


P. -
Já aconteceu comigo. Aquilo que fiz foi afastar-me, esperar pelo momento certo e falar com ele em particular. Resolvi a situação. Apesar de o "patrão" estar sempre a gozar com o meu aspecto, não fiz o mesmo que ele me fez.
E num tom de brincadeira, sim, pedia a demissão, dele!


M. -
Ahahahahah a demissao dele? Sonhador... deviam ser todos como tu mas es muito sonhador... nos preparamos os caloiros po mundo real aquele em que ou calas ou pedes a tua demissao. Qt ao falar em particular fizeste bem e foi maduro


N. -
M., se achas que algum tipo de pressão e insulto em algum dia é normal, então não tenho forma nenhuma de concordar contigo! O insulto e a coacção não são aceitáveis em altura alguma - aliás são crimes puníveis em qualquer estado de direito! Se um patrão no primeiro dia me chama nomes e me põe a olhar para o chão enquanto fala comigo, não só peço demissão como o ponho em tribunal por atentado à dignidade! E em quantas empresas desse "mundo real" já trabalharam os "doutores" que os preparam? É absurdo dizer que no mundo real, nas empresas, isso acontece! Haverá algumas em que acontece, mas não são certamente aquelas em que queremos que os nossos licenciados trabalhem


M. -
Eu nao disse que numa empresa fazem o q s faz na praxe -.- o q eu disse e q a praxe os prepara para se controlarem e nao responderem em situacoes de stress, ensina a respeitar o "superior" e expor ideias qd necessario mas com respeito e so quando lhs e devido... claro q nao fazem isto numa empresa mas se eles resistem a praxe estao mais preparados pa momentos no trabalho... E nao os doutores n trabalharam mas tem mais experiencia com professores e discussoes e pronto...e infelizmente no nosso pais n ha empresas q queremos ou nao, trabalho e trabalho... e sim eu n vejo problema de insulto e acho q tas a exagerar... eu insulto os meus amigos mts vezes e ainda n fui presa xD eu acho piada q tu pias pias mas pessoas q realmnt sao insultadas e coagidas como dizes estao smpre a sorrir e choram muito qd os malfeitores vao embora


R. -
M., a ideia de uma universidade é ensinar a duvidar e a questionar o "superior", não a obedecer e a aceitar. Ortega y Gasset aconselhava todos os que ensinam a ensinarem também a que se duvide do que ensinam, e esse é um dos valores fundamentais que deve reger uma Universidade. Não o oposto.

8 comentários:

D.S. disse...

Fiquei horrorizada com esta conversa porque eu não sabia que os "praxadores" estavam convencidos que o seu dever é educar outros adultos que, segundo eles, chegam às universidades de nariz empinado. Mas que despudor autoritário é este?

Helena disse...

Não sei se isto é generalizado, mas é uma pista muito interessante a explorar.

Filipa disse...

O discurso dos defensores da praxe, sabendo ou não virgular, já não é só repugnante, é também perverso.

Como já foi dito, explora o medo dos caloiros, o medo de não se ser integrado, de perder matéria - esta, então, é a melhor - , e o medo de se estar a perder o essencial. Nada mais é do que manipulação.

É assustador perceber que ninguém pensa na universidade como o local onde irá aprender a pensar, mas sim o local onde seres superiores lhe ditarão coisas. Assusta tb perceber que os jovens caloiros não estão preparados para resistir, para questionar e não consigo deixar de me perguntar se não serã esse o objectivo: impedir que aqueles com acesso a um ensino superior possam exercer o que este lhe proporcionará.

Tal como disse a Sofia Vieira, haverá sadomasoquistas por lá, mas estes poderiam ir a um clube, em vez de deixaram dominar por pessoas envergando fatos de má qualidade

Pedro disse...

Para além do que foi dito nos diversos comentários, há outra questão: mas as pessoas vão para as faculdades para se formarem e tirar um curso superior ou afinal vão para quê? Brincar às praxes?

Helena disse...

Filipa,
pois...

Pedro,
pois...

Carlos Azevedo disse...

Entre outras coisas, chocou-me ler isto: «Para quem estuda fora de casa a praxe nao e so boa ou util é ESSENCIAL COMO RESPIRAR pq e q praxe que te vai proporcionar apontamentos, visitas a cidade, amizades, companhia ao hospital qd precisas, pessoas pa tratar de ti, quem te oriente quando ja estas farto e so queres desistir ou seja a praxe passa a ser a tua familia e isso desculpem nao ha mil reportagens ou opinioes que tire do meu coracao» [sic].
Ou seja, já deixando de lado o facto de a faculdade ser um lugar em que se está para adquirir conhecimentos, o que não mereceu uma única referência, fico a saber que, para quem escreveu isto, sem a praxe não haveria amizade, camaradagem, generosidade e compaixão. Que belo mundo vai na cabeça desta gente.

Adriano Ribeiro disse...

Helena
Bem Haja pelo seu contributo pela dignificação de uma qualquer "praxe"
Continue e chegue-lhes!
Adriano Rui Ribeiro

Helena disse...

:)
(Não sei se a praxe pode ser dignificada, porque a considero errada na sua essência. Mas pronto.)