10 outubro 2013

apostas


Coisa estranha: daqui a três horas anunciam o prémio Nobel da Literatura, e ainda não há sinal de fotógrafos à porta da minha casa.

(Isto sou eu a imaginar o alvoroço de redacções, jornalistas e fotógrafos, que hoje arriscam tempo e dinheiro nos escritores como quem aposta em cavalos de corrida.)

(Sim, no meu prédio mora um escritor.)


11 comentários:

Teresa disse...

Agora fizeste-me lembrar o princípio de um livro que toda a rapaziada da nossa criação deve tyer lido lá pelos 12 ou treze anos: O Prémio, de Inving Wallace. Os primeiros capítulos mostravam-nos como os referentes laureados recebiam a notícia. Lembro-me de que o laureado da Química (em conjunto com a mulher, quais novos Curie), francês, era informado pelo telefone, pela legítima, quando estava na cama com a amante.

Helena disse...

Não conhecia esse livro, Teresa, mas já vai para a lista dos que quero ler.

Gi disse...

Li O Prémio, e mais não sei quantos do Irwing Wallace que havia lá em casa, mas confesso que já não me lembro de quase nada.

Paulo disse...

Mas aposto que ambas as três conhecem o filme.

Helena disse...

hehehe
Não conhecia - obrigada!
Muito bem filmado.

Agora, cá para nós: eu, ao Paul Newman, dava os Nobel todos, todos os anos. ;-)

Teresa disse...

Olha a Elke Sommer! Lembro-me do nome, mas acho que nunca vi nada com ela. E não, nunca vi o filme, e agora percebo porquê, é de 1963. É capaz de ter passado na televisão muito mais tarde, mas também não vi.

Helena, sabes que vi o Paul Newman a poucos metros de mim (eu estava na terceira fila ao centro) na primeira (e única) vez que ele vez teatro em 36 anos? Foi em 2003 e a peça foi esta: http://ibdb.com/production.php?id=13438
Vou procurar o Playbill e digitalizar o currículo hilariantemente modesto dele para vos mostrar.

Quanto aos livros do Irving Wallace li bastantes. Achava-os interessantes e gostava imenso da informação adicional que nos traziam. No Prémio, por exemplo, ficamos a saber carradas de histórias curiosíssimas, algumas fascinantes, sobre antigos laureados. Também gostei muito de A Conjura (em dois volumes), sobre uma possível tentativa de assassínio do presidente americano durante uma visita a Paris para uma cimeira; de O Homem, sobre a ascensão de um preto à presidência dos EUA (o livro é de 64, fui verificar, giro, não?); e de Os Sete Minutos, sobre um livro (o editor, melhor dizendo) levado a tribunal por ser pornográfico.
Em todos os casos houve imensa pesquisa e quantidade de informação que recebemos paralelamente fazia vibrar a adolescente que eu era. Não me importava de reler qualquer um destes, mas só tenho O Prémio. Se quiseres empresto-to, Helena, é só dizeres.

Helena disse...

A Elke Sommer tem um perfil que é uma maravilha.
Teresa, obrigada pela oferta do livro. Acho que vou começar por "desbastar" a estante dos que aqui tenho para ler, e depois me lanço a novas aventuras. Eu não dou vazão...

Paulo disse...

Estive à procura de cenas mais escaldantes, tipo esta, mas não encontrei. Portanto, quando o encontrarem, não o percam.

Helena disse...

Esta já chega, Paulo, esta já está mais que bem...
;-)

Teresa disse...

Um deus grego.

Helena disse...

Do período áureo dos deuses gregos!
:)