25 fevereiro 2012

delirar é preciso

Apesar de um ou outro (*) devaneio, continuo parada pelo Elfenlied de Hugo Wolf (primeiro excerto que aparece neste vídeo).
Ai, este aiapopaia aiapopai...
(que em alemão se escreve eiapopeia mas, se eu escrevesse assim, depois iam ouvir o vídeo e não sabiam do que é que eu estava a falar) (isto até parece aquela discussão que anda por aí sobre ler pizza, pronunciar pisa, e eventualmente escrever em português "piteça" - puseram-se a mexer na ortografia, abriram a caixa de Pandora, e um dia destes até eu começo a ter dúvidas se devo escrever correctamente ou corretamente - que é como quem diz: irradamente...) (estava a brincar, escusam de bater)

Adiante. O que eu cá vinha dizer é que no ensaio geral deste concerto vi a Camilla Tilling a cantar com um vestido Boden igualzinho taliqual ao meu (que comprei numa daquelas incursões que faço aos descontos de 70%). Mas não coincidimos nos mocassins: ela estava de botas. 
De onde se conclui que ainda me falta muito para chegar a cantora lírica. 


(*) Para que este post não seja apenas um delírio pateta, aqui vai um bocadinho de serviço público:
Gravação pouco conhecida com  Zeca Afonso e Fancisco Fanhais, divulgada aqui, onde se pode ler: 
"República" foi gravado em Roma, em 30 de Setembro e 1 de Outubro de 1975, nos Estúdios das Santini Edlzioni. Álbum de solidariedade para com o jornal República e a Reforma Agrária, editado em 1975, com interpretações de Zeca e de Francisco Fanhais. Editado por iniciativa conjunta do Manifesto e das organizações Lotta Continua e Vanguardia Operaria, nunca foi distribuído em Portugal. O produto da venda dos discos destinava-se ao apoio da Comissão de Trabalhadores do Jornal "República" ou, caso o jornal fosse entretanto extinto, ao Secretariado Provisório das Cooperativas Agrícolas de Alcoentre.
Inclui um tema inédito, Foi no Sábado Passado, escrito a propósito de uma manifestação de solidariedade com a revolução portuguesa, realizada em Roma. Os outros temas são Para não dizer que não falei de flores, do brasileiro Geraldo Vandré, Se os teus olhos se vendessem, Canta camarada, Eu hei-de ir colher macela, O pão que sobra à riqueza, Vampiros, Senhora do Almortão, Letra para um hino e Ladaínha do Arcebispo." - Viriato Teles

(encontrado no mural do facebook de um amigo)

12 comentários:

A VIDA É UM ETERNO APRENDIZADO disse...

Bom dia!
Quantas coisas que eu não sabia e passei a saber depois que virei blogueira.Acho isso muito importante.
Grata pela informação
Grande abraço
se cuida

Pedro disse...

Acabadinho de ouvir e é muito natural que se fique ali parado (eu também não conhecia). E o vestido também é caso para parar - o trânsito, mais não seja ;)

Helena disse...

Ah, alguém que me compreende! :-)
E o vestido, pois. Nunca tinha visto uma saia assim descapotável num concerto naquela sala.

Paulo disse...

"Secretariado Provisório das Cooperativas Agrícolas de Alcoentre" lembra-me alguma coisa.
Não percas este excerto de "Torre Bela" até ao fim (eu estava lá). Actualmente, a quinta é propriedade de José Eduardo dos Santos.

Helena disse...

Tu estavas lá quando a herdade foi ocupada? Ao colo da tua mãe, imagino...

Helena disse...

Aquela entrada no palácio lembrou-me o "Outubro" que vimos há dias.

Carlos Azevedo disse...

Helena, muito obrigado pela partilha: não conhecia e gostei muito.
Gosto muito de algumas canções de Francisco Fanhais, como esta, que me comove de cada vez que a escuto...

Carlos Azevedo disse...

Aliás, vou publicá-la no meu cantinho!

Helena disse...

Carlos,
há que tempos que não ouvia essa canção do Fanhais! Obrigada.
A quantidade de vezes que a cantei com amigos...

Carlos Azevedo disse...

Helena, eu canto-a muitas vezes, mas sempre para dentro.

(com a minha voz, ninguém me perdoaria se eu me atrevesse a cantar o que quer que fosse ;-)

Helena disse...

Carlos,
no livro do Kaminer que eu traduzi (sairá em Abril) tem uma passagem muito divertida sobre ele ser um desafinador profissional, e o pai (ou seria o avô?) que todos os dias treinava afincadamene o desafinanço.
Veja lá se não está a perder aí uma carreira artística!

Carlos Azevedo disse...

:-)