29 setembro 2007

eles perseguem-me...

Quando viemos morar para Weimar, encontrámos um apartamento óptimo de rés-do-chão, com saída directa para o jardim e divisões muito espaçosas. Tudo lindo, e para mais em frente à casa da irmã do Rainer-Maria Rilke.
Soube depois que a casa onde eu vivia tinha pertencido a uma família de judeus. Confesso que é uma situação desconfortável: habitar os salões que alguém construiu para ser feliz, e não foi, porque teve de fugir à pressa.

Passados alguns anos fomos morar para uma casa com uma bela vista sobre Weimar.
Soube esta semana que foi construída para um músico judeu bastante conhecido. Vinte anos mais tarde, estava na mão de um talhante ligado à SS, que tinha com o comandante de Buchenwald negócios ilícitos. Foram enforcados os dois (pela SS, ainda antes do fim da guerra). Não sei o que aconteceu à família do músico judeu.

E agora encontrámos em Berlim um apartamento óptimo, mesmo ao lado de uma sinagoga que foi incendiada no pogrom de 1938, e deixou de existir.

Para onde quer que me vire, neste país, dou com vestígios mudos dos judeus, e da sua ausência.

28 setembro 2007

notícia sem importância

Hoje, no noticiário da noite da famosíssima televisão local de Weimar, vai aparecer esta artista a despedir-se do presidente da câmara, a cantar "vou-me embora vou partir" e a dizer porque não gosta do adjectivo "estrangeiro".
Quem me ouvir, até vai pensar que sou assim uma espécie de vip...

Desenganem-se. My middle name is Forrest. Forrest Gu-ump.

26 setembro 2007

se tivesse tempo para rir...

...visitava mais vezes este blogue.

Como este post, por exemplo, onde ficamos a saber que uma condição importante, diria mesmo sine qua non, para o desenvolvimento de um país, é importar empregadas de limpeza e trolhas portugueses.

Bem. No tempo em que eu andei na Faculdade de Economia do Porto, alertava-se os alunos para os riscos de uma leitura acrítica das estatísticas. Até se dava o exemplo de na Suécia o aumento da taxa de natalidade coincidir com a chegada das cegonhas.
Estou cá desconfiada que o Pedro Arroja faltou a essa aula.

***

Se tivesse tempo para chorar, chorava: contava que o liceu de Berlim que nos interessava para o Matthias (porque é já a partir do 5º ano, como na Turíngia, e não do 7º - o que o obrigaria a voltar à "escola primária" e a mudar de escola no fim deste ano lectivo -, e porque é pequeno e tem um bom ambiente, e ainda por cima fica a meia dúzia de paragens de autocarro) exige um atestado de sobredotado, passado por um psicólogo.
Um psicólogo, para quê? Pois se eu, que sou mãe, digo que o rapaz é fino como um alho ("dünn wie ein Knoblauch") para que é preciso um psicólogo?

25 setembro 2007

quem é o teu próximo?

No Verão deram-me a ler um artigo na revista Atlântico sobre o Tintim.
Infelizmente já nem me lembro do autor, e pouco retive do artigo. Excepto uma ideia curiosa: Tintim não tem ideologia nem agenda, limita-se a ajudar os amigos, os conhecidos, as pessoas em dificuldades.

Por coincidência, ouvi naquela altura uma homilia onde se lembrava que Jesus estava disponível para todos, sem ideologia nem agenda.

Quem diria que aqueles dois extremos estavam tão próximos...
Mais umas voltinhas de delírio, e proponho a canonização: São Tintim, padroeiro da juventude.

Pensando bem, temos aqui um bom tema para discutir numa aula de religião: basta ter gestos de bondade e generosidade para ser cristão?

20 setembro 2007

notícias de última hora

Alea jacta est.

O Joachim assinou o contrato para um apartamento numa transversal da Ku'damm, com espaço suficiente para os filhos e este hamster com quem ele casou (sim: 5 divisões para arrumos). A partir de 15 de Outubro.

Só de pensar nos caixotes que vou ter de encher já me doem as costas. Mas resta-me a esperança de que esta seja já a penúltima, não, deixa lá ver, a antepenúltima... enfim, a ante-ante-ante-antepenúltima mudança da minha vida.

É no 4º e 5º andar de uma casa com 100 anos, típica berlinense, com um "Berliner Zimmer" (sala que faz a passagem para a parte lateral do prédio, que é construído à volta de um pátio) e tudo. E parece que vamos poder instalar uma lareira.
Só me falta uma varanda maior, e um parque ao lado. Mas paciência, e escuso de me lamentar muito, que aqui em Weimar moro entre um parque e uma floresta, e raramente lá vou.

Convencida que ando que este blogue só é visitado por amigos, passo algumas fotos.
Estou cá com uma intuição que a Rita vai aprovar.




19 setembro 2007

procurar casa é uma autêntica aventura existencial

No decorrer do Plano A, a fase em que queríamos comprar uma casa em Berlim, andei de olho numa casa em Dahlem. Não é bonita como a de Weimar, mas tem espaço suficiente e é muito central (e os miúdos podiam ir a pé para a escola).
Avisaram-me que está demasiado perto de uma rua muito movimentada.
Ora bem: quem compraria a terceira casa de uma perpendicular à avenida da Liberdade de Lisboa, mesmo se fosse bonitinha como esta (sem o Pai Natal, claro)?



Não sei porque é que pergunto isto num blogue em português. É nestes casos que percebo mais claramente que já Helena não sou, etc. - habituei-me demasiado aos critérios alemães.
Já não consigo entender a lógica de uma amiga nossa, portuguesa, que uma vez nos mostrou o seu andar junto a um nó de várias auto-estradas, e comentou, toda orgulhosa: "olhem para isto, que boas acessibilidades!"
Nem entendo outra amiga, que, na altura em que andávamos a pensar ir morar em Portugal, insistia que devíamos comprar um andar numa torre com vista para o mar. A vista para o mar, é como diz o outro, mas comprar um andar numa torre?! Ela argumentava: é muito mais seguro que uma casa com jardim.
Pois é, tinha-me esquecido desse pormenor.

***

Ontem passei o dia em Berlim a visitar apartamentos.

Fiquei toda contente com o primeiro que vi, com dois andares e galeria, numa transversal da Ku'Damm. Bonito, grande, preço suportável. Pensei que já está bom que chegue, e só pode melhorar.

Ao longo do dia fui visitando mais algumas casas, desde uma casa num sítio idílico (foto seguinte), mas com 40 semáforos entre essa rua e o centro, até um apartamento labiríntico num 4º e 5º andar sem elevador - quem estará disposto a alugar aquele disparate?




A última que vi era um apartamento super-chique num prédio super-chique numa zona super-chique. Nem tenho palavras para explicar, ó pra mim, muuuh, muuuh, a tentar entender um palácio. Para quem conhece Berlim: na Hewaldstrasse, mesmo ao lado do Volkspark (um parque que se estende por vários km, com os seus relvados e os seus lagos, no coração da cidade).
É um apartamento de 280 m², com uma sucessão de quatro salas enormes, duas delas com lareira, e mais os tectos de estuque, as janelas descomunais e o jardim de inverno, e dividido por dois andares, com terraço no telhado e uma boa vista para a cidade.

Por um lado, é estranho ser apenas um pouco mais caro do que o tal primeiro apartamento que vi, embora lhe esteja a anos-luz de distância.
Por outro lado, dei comigo a perguntar-me se quero mesmo ir morar nesse ambiente tão cheio de superlativos.
É que vi uma das vizinhas com o seu neto, ambos vestidos com ar de quem vem de fazer fotografias para a Burberry no parque. Comparada com aquilo, vou ter sempre ar de esta-entrou-pela-porta-de-serviço. E os nossos móveis, coitadinhos, perdidos naqueles salões...
De modo que passeei pelo apartamento, fascinada com o ambiente, mas a pensar: "eu sou isto? eu sou assim?"

17 setembro 2007

O SABOR DO CINEMA EM SERRALVES

Tive o privilégio de acompanhar um grupo de alunos ao Museu Serralves durante uma sessão em que foi projectado o filme de John Ford As vinhas da Ira, inspirado na obra homónima de Steinbeck.
A projecção da película mostrou aos alunos uma problemática que, sendo datada, se mantém nossa contemporânea. Esta evidência veio a constituir o enfoque predominante do debate que se seguiu à projecção, o qual pôs em relevo a intemporalidade da obra de Ford, bem patenteada pelo actual fenómeno do desemprego. Foi por causa deste carácter intemporal que o filme inspirou uma série de célebres canções de intervenção social.
Da troca de impressões com os alunos extraíram-se algumas conclusões pertinentes. Uma delas é a de que a lei do mais forte degenera, por regra, na lei da selva. Uma outra comprovou que é sempre rotulada de subversiva qualquer tentativa de reagir a essa lei, em nome do desejo de uma sociedade mais igualitária. Uma terceira pôs em relevo que a miséria também vem da falta de organização dos explorados e que os mecanismos de opressão, abordados no filme, são os mesmos que persistem nos nossos dias. É disso exemplo o endividamento de povos, de grupos e de pessoas, tornando os pobres cada vez mais dependentes dos poderosos.
Este espaço de palavra à volta do filme foi um exercício prático de uma «escola do espectador», de modo a favorecer um trabalho de memória, contrariando, desta forma, o vórtice do esquecimento que acompanha o actual consumo desmesurado da imagem. De facto, o nosso mundo audiovisual constitui uma avassaladora máquina da amnésia por impedir a assimilação de uma tão caudalosa quantidade de produtos visuais. Não era isso o que acontecia com o cinema dos anos áureos do século passado, com filmes, como As Vinhas da Ira, que proporcionaram um olhar atento sobre a realidade, criando uma estética estreitamente conjugada com a ética: a beleza que nos redime nada tem a ver com a ordem superficial e enganadora que tantas vezes serve de pretexto para as nossas demissões..
Ao contrário do que frequentemente acontece nas construções narrativas da vasta produção audiovisual que inunda a nossa programação televisiva, este filme, apesar de ser a preto e branco, ajudou a ver a vida nas suas colorações mais vivas.

Manuel António Ribeiro

passei a manhã dentro dos mocassins alheios

Plano B: já não vamos comprar a correr uma casa em Berlim, vamos alugar uma casa ou um apartamento e procurar depois com calma. E se já não é para comprar, não sei o que estou a fazer ainda em Weimar, com o Joachim em Berlim e os filhos insuportáveis de saudades e expectativa.

Passei a manhã a telefonar para Berlim, para tentar arranjar um apartamento.

Ora bem: eu compreendo que os gajos desconfiem - falam com uma mulher com sotaque de estrangeira e um nome impossível de pronunciar, que quer um apartamento com uns 250 m² e umas 8 divisões. Desconfiam, perguntam-me se tenho emprego e para que preciso de tanto espaço (porque sou muito gorda, caramba, nós os estrangeiros não-integrados que vivem à custa do sistema social alemão engordamos muito).

Mas depois de tantas perguntas, e de um me ter desligado o telefone na cara, uma pessoa fica a pensar que mais vale nascer rica, branca, saudável e feliz, e já agora com um sotaque alemão perfeito.

Claro que posso sempre começar a conversa por "estou à procura de casa para o director de uma empresa americana, posso falar inglês ou prefere que falemos em alemão?"
Para os meus problemas sei eu a solução.

Só fico a pensar: e se eu fosse mesmo uma estrangeira desempregada a viver da segurança social, e precisasse de um apartamento? Como é que essas pessoas conseguirão digerir as humilhações quotidianas, a desconfiança permanente no olhar dos outros, as perguntas tão reveladoras dos preconceitos?

***

Por falar em mocassins alheios: uma amiga minha, que tem uma filha com síndroma de Down (na verdade, tem duas, porque adoptou mais uma), contou-me que no infantário um miúdo limpou a mão à roupa depois de ter tocado na pequenina. A educadora mandou todos os miúdos tocar nesse rapazinho e ir a correr lavar as mãos.

15 setembro 2007

e por falar em pobreza...

Nas férias de Verão, visitámos uma fábrica de confecções perto de Guimarães. Dezassete mulheres e dois homens: o dono da fábrica e o encarregado.
Na fábrica fazem-se calças para marcas conhecidas. O dono mostrou-nos as máquinas miraculosas ("esta poupa-me sete postos de trabalho, e aquela ali são doze"), as mulheres aplicadas e eficientes, com uma resma de panos sobre as coxas, repetindo sempre um mesmo movimento. Taylorismo puro.
Um par de calças leva 1,36 minutos a fazer, da fábrica saem mais de mil calças por dia, entre os dois e os quatro euros por unidade (excluído o custo do tecido, dos fechos e dos botões).
O dono da fábrica - que trabalha das seis da manhã à meia-noite, num ritmo impressionante de faz-tudo, desde angariação de clientes até à organização do trabalho, passando pela contabilidade - estava todo orgulhoso do fruto do seu trabalho.
Apreciamos o seu esforço e a sua capacidade empreendedora, mas agora já sabemos o que responder aos nossos filhos quando eles se queixarem que a escola é uma chatice. E também já sabemos em que condições são fabricadas as pechinchas que compramos.

Conhecemos bem uma mulher que trabalha nas confecções. A fábrica é um barracão com telhado de fibra-de-não-sei-quê, tórrido no Verão (quando trabalham em malha polar), e tão frio no Inverno que à nossa amiga já chegaram a crescer frieiras no nariz. Ela era a melhor aluna da escola, mas a mãe não a deixou continuar a estudar porque não tinha dinheiro, e além disso "se o rapaz não estudou a irmã também não pode ter mais que ele". As professoras bem tentaram convencer os pais, mas sem sucesso. A miúda começou a trabalhar numa fábrica aos doze anos, e veio para este barracão com 14. Trabalha aqui há dezoito anos, é uma das melhores costureiras, e no entanto continua a trazer para casa apenas 350 euros por mês. Como se não bastasse o baixíssimo salário, o ambiente de trabalho deixa-a destroçada: uma encarregada que grita e descarrega nas costureiras o mau humor que traz de casa, que atira peças de confecção à cabeça das empregadas, que ameaça bater-lhes.
Andou a estudar à noite, conseguiu fazer o 9º ano. Queria chegar ao 12º, mas agora não tem quem lhe dê boleia para regressar a casa depois da escola.
Vive com a mãe, uma mulher sem saúde suficiente para trabalhar à jorna no campo, e que recebe uma pensão de viuvez de 175 euros. Tem um tear em casa, e vai fazendo tapetes de trapos. Recebe 80 cêntimos por tapete. Entre desensarilhar os fios, encher as canelas, tecer, cortar e dar nós, devem ir uns 20 a 30 minutos por tapete.

Outro dia, as duas deram 50 euros de presente a uma miúda que lhes é muito querida. Ora, nem para umas "All Stars" chega.
O Matthias fez logo as contas: sessenta e dois tapetes e meio. E ficou chocado - ele, que passa tardes inteiras na casa da amiga a encher canelas, sabe bem o que custa ganhar 50 euros.

Uma vez a mãe contribuiu para as obras da igreja paroquial. Quando a filha viu no jornalzinho do padre o nome da mãe e o montante do donativo, teve um ataque de o meu rico dinheirinho que me custa tanto a ganhar. A mãe desatou a chorar, e que mais me valia ter morrido aquando ó meu homem, que uma mulher viúva não tem quem na ajude e na respeite e mais lhe valia morrer logo.
Compreendo as duas, e maldigo esta situação que mantém na miséria pessoas que trabalham tanto.

E no entanto, apesar das dificuldades, estas mulheres revelam uma alegria de viver, uma grandeza e um sentido de dignidade que raramente encontro nos pobres da Alemanha - pessoas a quem o Estado garante pão, educação, saúde, habitação e mais uns trocos, mas que são tratadas com desconfiança e falta de respeito.

Pobrezinhas mas felizes? Não: felizes, apesar da insuportável pobreza, porque bem integradas na sua comunidade e certas de um sentido para a sua existência.
Ensinam-nos muito, e estão presentes na nossa vida como um sobressalto que questiona os nossos consumos.

13 setembro 2007

A pobreza constitui uma grave negação dos direitos humanos fundamentais

Leia, divulgue e assine a petição que já está disponível on-line [ aqui ]
Muito Obrigada!
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Esta é uma iniciativa da Comissão Nacional Justiça e Paz.
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[Texto integral]

Petição à Assembleia da República



Os signatários entendem que a pobreza constitui uma grave negação dos direitos humanos fundamentais e das condições necessárias ao exercício da cidadania, situação que reputam eticamente condenável, politicamente inaceitável e cientificamente injustificável.

Considerando que:
a pobreza e a exclusão têm causas estruturais e, por isso, não se resolvem apenas com sobras ou gestos de generosidade esporádica;
a pobreza é um problema que reclama apoio para ocorrer às carências, mas, cujas causas só podem ser removidas modificando os factores económicos, sociais e culturais que geram e perpetuam a pobreza;
o mundo em que vivemos é um mundo de abundância e desperdício e que nunca, como hoje, foi tão possível erradicar a pobreza;
o nível de rendimento já alcançado no nosso País permitiria eliminar a pobreza que afecta cerca de um quinto da população residente em Portugal.

Os signatários solicitam à Assembleia da República que:
reconheça a pobreza como uma violação grave de direitos humanos;
estabeleça um limiar oficial de pobreza, em função do nível de rendimento nacional e das condições de vida padrão na nossa sociedade, que sirva de referência obrigatória à definição e à avaliação das políticas públicas de erradicação da pobreza bem como à fixação de prestações sociais;
crie um mecanismo parlamentar de observação e acompanhamento das políticas públicas, seus objectivos e instrumentos, no que respeita aos seus impactos sobre a pobreza, e que o mesmo esteja habilitado ao exercício de uma advocacia colectiva em favor dos pobres;
proceda, anualmente, a uma avaliação da situação da pobreza no nosso país e do progresso feito na sua erradicação.

SOS Iraq

Passo aqui o apelo que recebi hoje da Avaaz:



Dear friends,

Iraq is a global humanitarian disaster – it's time for the world to step in and negotiate an end to the war. Tell France to kickstart a new plan at the UN next week


Take Action Now

With hundreds of thousands killed, 4 million homeless, and massive ethnic cleansing, Iraq is not just a political disaster-- it is now the greatest humanitarian crisis in the world. But this week, incredibly, US President Bush and General Petraeus will claim their approach is working, and refuse to change their devastating course. It's time for the world to step in.

Over 100,000 of us have already signed the "NEW Plan" for Iraq – calling for a UN-brokered diplomatic solution and a full US withdrawal, but we need a major power to support the plan. Of all the world powers, France has led opposition to the war. It could be the strongest voice to call for international action as most world leaders converge on the UN next week for its annual summit. Click below to sign our petition for a new plan for Iraq, and we'll deliver it to French President Sarkozy and notify the French media:

http://www.avaaz.org/en/au_secours_iraq/i.php/?cl=18696803

As warring parties with blood on their hands, neither the US nor Iraq's government have any hope of mediating peace talks to end the war. It's time for the international community to stop playing 'we told you so', and launch a diplomatic initiative to save Iraq. Let's begin by raising a massive global outcry for France and other powers to step up at the UN:

http://www.avaaz.org/en/au_secours_iraq/d.php/?cl=18696803


With hope,

Paul, Ricken, Graziela and the rest of the Avaaz Team.


PS for all the facts & figures behind our campaign on the massive humanitarian catastrophe engulfing Iraq and links to independent analysis that shows how the US strategy is failing, click here:
http://www.avaaz.org/blog/en/iraq

For the BBC/ABC/Japanese TV poll revealing how ordinary Iraqis want a change of course:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/6983027.stm

McClatchy Newspapers syndicate report on the crisis in Iraq, and how the US are spinning it:
http://www.mcclatchydc.com/iraq/story/19566.html

05 setembro 2007

de gente não é certamente

Pelos vistos estavam a preparar uma comemoração bastante feérica do 11 de Setembro em Frankfurt, e um dos envolvidos era um alemão que se converteu ao Islão.

Nem sequer é original: quando os soldados americanos chegaram ao Afeganistão, deram com um talibã oriundo de um dos bairros mais caros de San Francisco.

Como se já não bastassem os médicos-terroristas na Grã-Bretanha, que pareciam bastante integrados, os "autóctones" também querem os seus cinco minutinhos de fama.


Isto tem tudo menos lógica de gente.
Será que é um vírus que lhes dá?

o blogue segue dentro de momentos

Estava eu aqui a ver se ganhava balanço para o primeiro post depois das férias
(o primeiro é o que mais custa, depois disso a gente entra em velocidade de cruzeiro),
e a debater com os meus botões a melhor forma de começar, e se falo sobre as minhas férias
(aposto que interessa a dez milhões de portugueses),
e se falo sobre o tempo
(sim, já começou o Outono - por favor, da próxima vez que me virem a comprar roupa de Verão, roubem-me a carteira: para as seis semanas de Verão, mais dia menos dia, a que tenho anualmente direito, já me chega o que há no guarda-fatos),
e mais isto e mais aquilo,
quando fui atropelada por um trabalho urgente.

O melhor é não sopesar mais nada, e começar de uma maneira qualquer.